«O ministério do diácono, ponte entre a igreja e o mundo, pode tornar presente […] Cristo servo que cura cada ferida e se inclina perante cada fragilidade. ”Reparador sacramental da Igreja”, o diácono torna-se ministro da esperança» (Francesco D’Alfonso).
No passado dia 7 de maio, a Casa de Vilar acolheu a Assembleia Diocesana de Diáconos Permanentes, antecipada pela celebração da Eucaristia e pelo jantar. O diaconado, um ministério da esperança e da gratuidade foi o tema proposto para a reflexão deste ano.
A Assembleia foi preparada anteriormente pelos diáconos que, divididos em grupos de trabalho e seguindo a metodologia do “Diálogo no Espírito” usada no último Sínodo, refletiram sobre o tema escolhido. Presidiu-a o Sr. D. Joaquim Dionísio, bispo auxiliar do Porto, e contou ainda com a presença dos alguns párocos das comunidades servidas pelos diáconos.
Após a saudação inicial, pelo Cónego Adélio Abreu, foram partilhados testemunhos de dois diáconos que participaram no Jubileu dos Diáconos, em Roma, de 21 a 23 de fevereiro de 2025, evento que reuniu diáconos permanentes e suas famílias, oriundos de diversas partes do globo, e do qual foram relevados momentos de oração, catequese, convívio e partilha de experiências.
Entrou-se depois no cerne da Assembleia com a apresentação das conclusões dos grupos de trabalho. Nela, o ministério diaconal foi descrito como um testemunho de esperança e a ação diaconal, tanto no interior da Igreja quanto na sociedade, como promotor de proximidade e de escuta das necessidades dos fiéis e caracterizado pela gratuidade e humildade, sendo essencial para a missão da Igreja, que se quer aberta e capaz de alcançar as periferias.
Os diáconos são chamados a viver a gratuidade do amor de Deus, especialmente nas situações de marginalização e exclusão. A missão diaconal envolve estar presente em momentos de sofrimento e solidão, oferecendo uma presença fiel e perseverante. Este compromisso com os mais vulneráveis foi visto como uma expressão concreta do amor e da esperança cristãos.
Para superar os desafios significativos que a ação diaconal enfrenta, foi proposto, como essencial, a promoção de uma cultura pastoral que aborde este ministério na sua totalidade. Isso inclui «uma pastoral de comunhão, que não tenha medo de abrir novas frentes de serviço; uma pastoral de saída, que confie nos diáconos como representantes da ternura de Deus nas situações concretas; e uma pastoral da esperança, onde a presença do diácono seja um sinal de que Deus continua a visitar o seu povo».
Além disso, foi enfatizada a importância da formação contínua e integral dos diáconos. A fecundidade do seu ministério depende, também, de uma preparação adequada que abranja tanto a dimensão espiritual quanto a prática pastoral. Uma Igreja mais sinodal e solidária exige diáconos bem formados e comprometidos com a sua missão.
Por último o Sr. D. Joaquim Dionísio, após expressar a sua alegria e o agradecimento pelo encontro, exortou os diáconos a reconhecerem-se como dom e a esforçarem-se por ser bênção, a colocarem sempre em primeiro lugar a dimensão relacional (e não a funcional), a procurar ser sempre “segundos” com a consciência de que o “primeiro” é Deus, manifesto nos irmãos.
António Avelino Luís
Diácono
Textos de algumas das intervenções (área reservada).







